quarta-feira, 19 de maio de 2010

PENETRÁVEIS


Éden (1969), de Hélio Oiticica

"O lazer não é usado por si mesmo, mas para tornar o trabalho mais suportável. Em Éden, você deve perder a noção de horas de trabalho e horas de lazer."
Hélio Oiticica



Tropicália (1967), de Hélio Oiticica

"Tropicália é um tipo de mapa. É um mapa do Rio e é um mapa da minha imaginação. É um mapa no qual você entra."
Hélio Oiticica


Três motivos para prestar atenção em Hélio Oiticica
por Gisele Kato, em Arteria

1. Ele convidava o público a abandonar a postura passiva diante das obras. Na mostra, entramos em seus Penetráveis, vestimos seus Parangolés, cheiramos café em seu Bólide, lixamos as unhas em sua Cosmococa.

2. Ele anunciava que as fronteiras entre pintura, escultura, desenho, instalação ficariam cada vez mais borradas. Pintava em Relevos. Desenhava com cocaína. Sambava, escrevia, refletia. Sem caber em classificações.

3. Ele aceitava que o valor de um artista não estava centrado em sua habilidade manual e sim em sua capacidade de pensar as coisas e traduzir isso visualmente. Tanto é que deixou orientações bem detalhadas para que qualquer um pudesse refazer suas peças.

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