terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

POT-POURRI (À MODA DA CASA)

Pot Pourri (1897), Herbert James Draper

cenas cruéis
com requintes
de humanidade

cenas vulgares
com pitadas
de piedade

cenas finais
com leves toques
de eternidade

cenas irônicas
recheadas
de ambiguidade

cenas profanas
à moda
da artificialidade

cenas picantes
apinhadas
de religiosidade

cenas poéticas
apuradas
na ociosidade

cenas imperdíveis!
bem passadas,
da pior qualidade

cenas banais
com fervor
de realidade

cenas póstumas
em repouso
por arbitrariedade

cenas improváveis
seguidas à risca
e leviandade

cenas rocambolescas
pré-aquecidas
por cretinidade

cenas imprestáveis
defumadas
com naturalidade

cenas inspiradoras
congeladas
com especificidade

cenas impossíveis
salpicadas
de passividade

cenas grandiosas
ensopadas
de moralidade

homem
manjar dos deuses

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