terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Rooms by the Sea (1951), de Edward Hopper

incessante transgressão, ultrapassamentos
daquilo que somos, do humanismo
que nos cola a pele, gruda
como cracas no casco, dificulta
o movimento, atrasa
a navegação.
Como se desprender?
do que impregnou, da tradição
das águas que sustentam o
barco ao mesmo tempo em
que o mantém no lugar?, mesmo
com a sensação de que flutua livre-
mente? com sua carga histórica ativa
– histérica! – ainda
desconhecida? Pesada demasia-
damente pesada.

para Peter Pál Pelbart, pela aula de poesia.

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