sexta-feira, 19 de outubro de 2012

UM LIVRO SOBRE A INFINITUDE

"Escrevi um livro" é uma afirmação mentirosa. A gente publica livros, mas eles jamais terminam de ser escritos. As publicações são fases do texto. Digo isso porque, até ontem à noite, eu achei que tinha escrito um livro. Fresquinho, ainda sem previsão de publicação, mas estava "finalizado", por assim dizer. Só que hoje de manhã eu comecei a ler "Como viver junto", do Roland Barthes. Ele fala desse meu livro ali, parece até uma crítica direta. Ou uma devolutiva criativa. Sim, Barthes me deu bons conselhos, acho que rolou uma sintonia. Compartilha comigo das mesmas afetações. Em alguns trechos, claro, não quero parecer pretensioso e me comparar ao grande Barthes.

Enfim, como resultado, vou reabrir meu livro "terminado" e recomeçá-lo (pela quarta vez). E assim ele não termina nunca. Pois "escrever é reescrever", disse certo autor um dia. Não me lembro quem foi nem quando li, mas não consigo esquecer a frase, tão bem escrita, tão pulsante, tão infinita!

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