quarta-feira, 7 de abril de 2010

DUCHAMP E JUNG EM DEBATE


Etant donnés (1946-66), de Marcel Duchamp

Um artigo meu, chamado RELAÇÕES SIMBÓLICAS ENTRE ARTISTA E ESPECTADOR: UMA CONVERSA ENTRE MARCEL DUCHAMP E CARL G. JUNG, foi publicado recentemente na 11ª edição da revista Pesquisa em Debate, pertencente à Universidade São Marcos.

Trata-se de um trabalho científico, fruto das pesquisas que venho realizando nos últimos anos, mas isso não impede que os curiosos de plantão deem uma olhada. Se quiser arriscar, utilize o seguinte link:

REVISTA PESQUISA EM DEBATE Nº 11


Resumo
Marcel Duchamp afirmou que o artista não tem plena consciência do que realiza no momento da criação, que suas obras são finalizadas apenas quando o público as interpreta e que uma série de elementos subjetivos definem a diferença entre o que se quis realizar e o que foi de fato realizado. A proposta deste artigo é verificar a validade dessas informações, analisando o modo como a mente criativa do artista e a mente interpretativa do espectador se encontram na obra de arte. Em outras palavras, aqui é feita uma tentativa de compreender melhor a relação entre artista, obra e público, tal como proposto por Duchamp em 1957, por um ponto-de-vista psicológico. Para isso, foram utilizadas teorias da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung que tratam principalmente de símbolos, inconsciente e intelecto, mostrando que toda criação humana está sempre sujeita às leis da psique. Portanto, a partir de correlações bibliográficas entre Jung e Duchamp, descobrimos que este tinha razão: através da obra, imagens inconscientes são compartilhadas, e artista e público se encontram no plano simbólico.

Palavras-chave: Arte. Autoria. Duchamp. Jung. Psicologia analítica. Teoria da arte.

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